Santo do Dia
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São Josemaria Escrivá de Balaguer

São Josemaria Escrivá de Balaguer

No coração da Espanha do início do século XX, entre ruas estreitas de pedra e o ritmo simples de uma cidade provinciana chamada Barbastro, nasceu, em 9 de janeiro de 1902, aquele que mais tarde seria conhecido pelo mundo inteiro como São Josemaría Escrivá de Balaguer. Recebeu no batismo o nome de Josemaría, e desde os primeiros anos sua vida foi marcada tanto pela ternura familiar quanto pela presença silenciosa da cruz.
São Josemaria Escrivá de Balaguer - 26/06 No coração da Espanha do início do século XX, entre ruas estreitas de pedra e o ritmo simples de uma cidade provinciana chamada Barbastro, nasceu, em 9 de janeiro de 1902, aquele que mais tarde seria conhecido pelo mundo inteiro como São Josemaría Escrivá de Balaguer. Recebeu no batismo o nome de Josemaría, e desde os primeiros anos sua vida foi marcada tanto pela ternura familiar quanto pela presença silenciosa da cruz. Seus pais, José e Dolores, eram cristãos sinceros. A fé não era apenas um costume doméstico, mas o centro em torno do qual a família respirava, sofria e esperava. Dos seis filhos do casal, três meninas morreram ainda pequenas. A dor visitou aquela casa repetidas vezes, e o menino Josemaría cresceu aprendendo que a existência humana é frágil, mas que Deus permanece. Aqueles lutos sucessivos não endureceram seu coração; pelo contrário, fizeram nascer nele uma sensibilidade profunda para o sofrimento humano e para as realidades eternas. Em 1915, outra provação atingiu a família. O negócio de tecidos de seu pai faliu. Sem recursos, precisaram deixar Barbastro e recomeçar a vida em Logronho. Foi ali, numa cena aparentemente simples, que o destino espiritual do jovem começou a se desenhar. Certa manhã de inverno, ao observar na neve as marcas dos pés descalços de um carmelita, Josemaría sentiu-se abalado. Aquelas pegadas silenciosas pareciam falar mais do que muitos discursos. Um homem era capaz de suportar o frio e a pobreza por amor a Deus. O adolescente compreendeu então que o Senhor também lhe pedia algo grande, embora ainda não soubesse exatamente o quê. Não demorou para decidir-se pelo sacerdócio. Entrou no seminário de Saragoça e, ao mesmo tempo, estudou Direito. Era um jovem disciplinado, de inteligência viva e profunda capacidade de trabalho. Contudo, sua caminhada não foi feita apenas de estudos. Em 1924, a morte de seu pai colocou sobre seus ombros a responsabilidade da família. Ainda seminarista, precisou amadurecer rapidamente, sustentando a mãe e os irmãos com serenidade e espírito de sacrifício. Foi ordenado sacerdote em 28 de março de 1925. Seus primeiros anos de ministério transcorreram em pequenas comunidades e também em Saragoça, onde visitava doentes, escutava confissões e se aproximava dos mais pobres. Muitos testemunhos daquela época relatam seu cuidado com os abandonados, os enfermos e os que viviam esquecidos nas periferias humanas da sociedade. Não havia nele desejo de prestígio; havia sede de almas. Em 1927, transferiu-se para Madri com autorização do bispo para concluir o doutorado em Direito. A capital espanhola fervilhava entre mudanças políticas, tensões sociais e inquietações culturais. Foi nesse cenário que, durante um retiro espiritual em 2 de outubro de 1928, aconteceu o momento decisivo de sua vida. Enquanto rezava e meditava, compreendeu interiormente a missão que Deus lhe confiava: nasceu ali a Opus Dei. Josemaría enxergou algo que marcaria profundamente a espiritualidade católica do século XX: a santidade não era reservada apenas aos mosteiros, conventos ou altares. O trabalhador comum, a mãe de família, o estudante, o operário, o profissional liberal — todos eram chamados a buscar a perfeição cristã no meio do mundo, através do trabalho cotidiano oferecido a Deus com amor e retidão. Essa mensagem, hoje familiar para muitos católicos após o Concílio Vaticano II, parecia ousada em sua época. Josemaría começou discretamente. Dava formação espiritual, orientava universitários, atendia pobres e doentes, enquanto sustentava sua família dando aulas particulares. Dormia pouco, trabalhava muito e passava longas horas em oração diante do Santíssimo Sacramento. Quando a Guerra Civil Espanhola explodiu em 1936, a perseguição religiosa atingiu duramente sacerdotes e leigos. Igrejas foram destruídas, conventos incendiados e muitos religiosos assassinados. Durante esse período, Josemaría exerceu seu sacerdócio clandestinamente. Mudava constantemente de esconderijo, celebrava missas em quartos improvisados e levava os sacramentos aos fiéis arriscando a própria vida. Em determinado momento, precisou atravessar os Pireneus em condições extremamente difíceis para alcançar uma região mais segura. Aqueles anos de violência fortaleceram ainda mais sua convicção de que o Evangelho deveria ser vivido com coragem no coração do mundo. Terminada a guerra, retornou a Madri em 1939 e concluiu o doutorado. A expansão da Obra começou lentamente a alcançar outras cidades e, depois, outros países. Em 1946, estabeleceu residência em Roma. Ali obteve doutorado em Teologia na Universidade Lateranense e passou a colaborar mais diretamente com diversos organismos da Santa Sé. Os anos seguintes foram marcados por viagens intensas. Percorreu países da Europa e da América para acompanhar o crescimento da Opus Dei, que já reunia homens e mulheres de diversas culturas e profissões. Seu ensinamento insistia em temas constantes: a dignidade do trabalho bem feito, a vida interior alimentada pela oração, a fidelidade à Igreja e a busca da santidade nas pequenas coisas do cotidiano. Apesar da projeção internacional, manteve hábitos simples. Gostava da convivência familiar, cultivava senso de humor refinado e demonstrava grande devoção mariana. Muitos recordam que frequentemente repetia jaculatórias a Nossa Senhora ao longo do dia, entregando-lhe todas as dificuldades apostólicas. Em 26 de junho de 1975, após um dia comum de trabalho, entrou em seu quarto em Roma. Diante de uma imagem de Maria, lançou-lhe o último olhar. Pouco depois, sofreu uma parada cardíaca e morreu serenamente. Tinha setenta e três anos. Naquele momento, a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, reunindo milhares de pessoas desejosas de viver o Evangelho no cotidiano comum da vida moderna. Seu reconhecimento pela Igreja aconteceu rapidamente. Foi beatificado por São João Paulo II em 17 de maio de 1992 e canonizado pelo mesmo pontífice em 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma. Hoje, seu corpo repousa na Igreja Prelatícia de Santa Maria da Paz, sede central da Obra. A vida de São Josemaría Escrivá de Balaguer permanece como testemunho de que a santidade pode florescer nos escritórios, nas oficinas, nas salas de aula, nos campos e nas casas comuns. Ele ensinou, com a própria existência, que Deus caminha também pelas estradas simples da vida diária e que o trabalho humano, quando unido ao amor, pode transformar-se em oração silenciosa e agradável ao Céu. São Josemaria Escrivá de Balaguer, rogai por nós!

Reflexão

ão e

Oração

ção da Espanha do início do século XX, entre ruas estreitas de pedra e o ritmo simples de uma cidade provinciana chamada Barbastro, nasceu, em 9 de janeiro de 1902, aquele que mais tarde seria conhecido pelo mundo inteiro como São Josemaría Escrivá de Balaguer. Recebeu no batismo o nome de Josemaría, e desde os primeiros anos sua vida foi marcada tanto pela ternura familiar quanto pela presença silenciosa da cruz. Seus pais, José e Dolores, eram cristãos sinceros. A fé não era apenas um costume doméstico, mas o centro em torno do qual a família respirava, sofria e esperava. Dos seis filhos do casal, três meninas morreram ainda pequenas. A dor visitou aquela casa repetidas vezes, e o menino Josemaría cresceu aprendendo que a existência humana é frágil, mas que Deus permanece. Aqueles lutos sucessivos não endureceram seu coração; pelo contrário, fizeram nascer nele uma sensibilidade profunda para o sofrimento humano e para as realidades eternas. Em 1915, outra provação atingiu a família. O negócio de tecidos de seu pai faliu. Sem recursos, precisaram deixar Barbastro e recomeçar a vida em Logronho. Foi ali, numa cena aparentemente simples, que o destino espiritual do jovem começou a se desenhar. Certa manhã de inverno, ao observar na neve as marcas dos pés descalços de um carmelita, Josemaría sentiu-se abalado. Aquelas pegadas silenciosas pareciam falar mais do que muitos discursos. Um homem era capaz de suportar o frio e a pobreza por amor a Deus. O adolescente compreendeu então que o Senhor também lhe pedia algo grande, embora ainda não soubesse exatamente o quê. Não demorou para decidir-se pelo sacerdócio. Entrou no seminário de Saragoça e, ao mesmo tempo, estudou Direito. Era um jovem disciplinado, de inteligência viva e profunda capacidade de trabalho. Contudo, sua caminhada não foi feita apenas de estudos. Em 1924, a morte de seu pai colocou sobre seus ombros a responsabilidade da família. Ainda seminarista, precisou amadurecer rapidamente, sustentando a mãe e os irmãos com serenidade e espírito de sacrifício. Foi ordenado sacerdote em 28 de março de 1925. Seus primeiros anos de ministério transcorreram em pequenas comunidades e também em Saragoça, onde visitava doentes, escutava confissões e se aproximava dos mais pobres. Muitos testemunhos daquela época relatam seu cuidado com os abandonados, os enfermos e os que viviam esquecidos nas periferias humanas da sociedade. Não havia nele desejo de prestígio; havia sede de almas. Em 1927, transferiu-se para Madri com autorização do bispo para concluir o doutorado em Direito. A capital espanhola fervilhava entre mudanças políticas, tensões sociais e inquietações culturais. Foi nesse cenário que, durante um retiro espiritual em 2 de outubro de 1928, aconteceu o momento decisivo de sua vida. Enquanto rezava e meditava, compreendeu interiormente a missão que Deus lhe confiava: nasceu ali a Opus Dei. Josemaría enxergou algo que marcaria profundamente a espiritualidade católica do século XX: a santidade não era reservada apenas aos mosteiros, conventos ou altares. O trabalhador comum, a mãe de família, o estudante, o operário, o profissional liberal — todos eram chamados a buscar a perfeição cristã no meio do mundo, através do trabalho cotidiano oferecido a Deus com amor e retidão. Essa mensagem, hoje familiar para muitos católicos após o Concílio Vaticano II, parecia ousada em sua época. Josemaría começou discretamente. Dava formação espiritual, orientava universitários, atendia pobres e doentes, enquanto sustentava sua família dando aulas particulares. Dormia pouco, trabalhava muito e passava longas horas em oração diante do Santíssimo Sacramento. Quando a Guerra Civil Espanhola explodiu em 1936, a perseguição religiosa atingiu duramente sacerdotes e leigos. Igrejas foram destruídas, conventos incendiados e muitos religiosos assassinados. Durante esse período, Josemaría exerceu seu sacerdócio clandestinamente. Mudava constantemente de esconderijo, celebrava missas em quartos improvisados e levava os sacramentos aos fiéis arriscando a própria vida. Em determinado momento, precisou atravessar os Pireneus em condições extremamente difíceis para alcançar uma região mais segura. Aqueles anos de violência fortaleceram ainda mais sua convicção de que o Evangelho deveria ser vivido com coragem no coração do mundo. Terminada a guerra, retornou a Madri em 1939 e concluiu o doutorado. A expansão da Obra começou lentamente a alcançar outras cidades e, depois, outros países. Em 1946, estabeleceu residência em Roma. Ali obteve doutorado em Teologia na Universidade Lateranense e passou a colaborar mais diretamente com diversos organismos da Santa Sé. Os anos seguintes foram marcados por viagens intensas. Percorreu países da Europa e da América para acompanhar o crescimento da Opus Dei, que já reunia homens e mulheres de diversas culturas e profissões. Seu ensinamento insistia em temas constantes: a dignidade do trabalho bem feito, a vida interior alimentada pela oração, a fidelidade à Igreja e a busca da santidade nas pequenas coisas do cotidiano. Apesar da projeção internacional, manteve hábitos simples. Gostava da convivência familiar, cultivava senso de humor refinado e demonstrava grande devoção mariana. Muitos recordam que frequentemente repetia jaculatórias a Nossa Senhora ao longo do dia, entregando-lhe todas as dificuldades apostólicas. Em 26 de junho de 1975, após um dia comum de trabalho, entrou em seu quarto em Roma. Diante de uma imagem de Maria, lançou-lhe o último olhar. Pouco depois, sofreu uma parada cardíaca e morreu serenamente. Tinha setenta e três anos. Naquele momento, a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, reunindo milhares de pessoas desejosas de viver o Evangelho no cotidiano comum da vida moderna. Seu reconhecimento pela Igreja aconteceu rapidamente. Foi beatificado por São João Paulo II em 17 de maio de 1992 e canonizado pelo mesmo pontífice em 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma. Hoje, seu corpo repousa na Igreja Prelatícia de Santa Maria da Paz, sede central da Obra. A vida de São Josemaría Escrivá de Balaguer permanece como testemunho de que a santidade pode florescer nos escritórios, nas oficinas, nas salas de aula, nos campos e nas casas comuns. Ele ensinou, com a própria existência, que Deus caminha também pelas estradas simples da vida diária e que o trabalho humano, quando unido ao amor, pode transformar-se em oração silenciosa e agradável ao Céu. São Josemaria Escrivá de Balaguer, rogai por nós! São Josemaria Escrivá de Balaguer Oração: Ó Deus, que, por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão, fazei que eu saiba também converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que vos peço... (peça-se). Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Fonte: http://opusdei.org.br/pt-br/article/oracao-a-sao-josemaria-escriva/