São Faustino e São Jovita - 15/02

Na Lombardia antiga, quando o Império Romano ainda erguia seus estandartes sobre cidades e povos, nasceram dois irmãos destinados a inscrever seus nomes na eternidade: Faustino e Jovita.

Faustino, nascido por volta do ano 90, e Jovita, alguns anos depois, em 96, cresceram sob o signo da fé cristã, recebendo ainda pequenos o batismo que lhes gravou na alma a chama que não se apaga — o amor por Cristo.

O bispo Apolônio de Bréscia, em tempos de perseguição, ordenou secretamente Faustino como presbítero e Jovita como diácono, para que a comunidade tivesse guias firmes em meio às trevas.

Não eram apenas irmãos de sangue, mas irmãos de missão, unidos pelo mesmo ardor espiritual. A ordenação não lhes trouxe apenas títulos, mas uma responsabilidade maior: cuidar dos fiéis, guiar os vacilantes, ser pastores em meio às tempestades da repressão.

E sua bondade começou a atrair multidões. Homens e mulheres, antes devotos de ídolos de pedra e bronze, aproximavam-se para ouvir as palavras que falavam de um amor sem medida.

Muitos, tocados pela força da mensagem, destruíam seus antigos deuses e pediam o batismo cristão.

Era como se a luz tivesse irrompido nas trevas, e os irmãos fossem tochas acesas em meio ao paganismo.

Mas o Império não tolerava tal ousadia. Acusados de incitar o povo contra César e de recusar adorar os deuses oficiais, Faustino e Jovita tornaram-se alvo da fúria romana.

Os templos esvaziavam-se, os altares ficavam desertos, e o poder imperial via sua autoridade corroída pela fé que crescia silenciosa, mas firme.

Conduzidos ao templo do deus-sol, foram convidados a dobrar os joelhos diante da estátua dourada, reluzente como fogo.

Prometeram-lhes riquezas, cargos e honrarias. Mas os irmãos, em vez de se curvar, elevaram suas vozes em oração ao Deus Único e Verdadeiro. Então, o milagre: o brilho da estátua apagou-se, o ouro converteu-se em cinzas, e o ídolo tornou-se frio e sem vida.

A ira dos sacerdotes foi imediata. Jogaram-nos numa jaula com quatro leões, esperando vê-los despedaçados. Mas as feras, diante da santidade dos jovens, tornaram-se dóceis como cordeiros.

O prodígio espalhou-se, e o povo começou a murmurar sobre a santidade dos irmãos. Temendo que sua fama crescesse, o governador romano ordenou a execução.

No ano de 122, Faustino e Jovita foram decapitados, selando com sangue o testemunho da fé.
São Faustino e São Jovita, rogai por nós!

Pesquisa e Texto: Equipe PASCOM Catedral

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