Sagrada Família - 30/12
Origem
As origens da festa litúrgica remontam ao século XVII. Em 1895, o Papa Leão XIII fixou a celebração no terceiro domingo depois da Epifania.
Posteriormente, em 1921, Bento XV colocou a festa na oitava da Epifania. Finalmente, em 1968, a reforma litúrgica determinou a celebração no domingo depois do Natal.
Nomenclatura
A Sagrada Família, como o nome sugere, mostra-se “sagrada” e “única” simultaneamente.
“Santo”, porque cada componente é santo: o Menino por natureza, a Mãe por privilégio, José por graça.
A Santidade
A santidade da família resulta da soma desigual da santidade de cada membro. “Única”, porque nenhuma outra família existiu igual e nenhuma jamais existirá. Isso acontece porque cada membro é irrepetível e exclusivo. Cristo e Maria possuem predestinação absoluta e única. Deus declara oficialmente a santidade de José.
Sagrada Família: contemplemos Nazaré
O Natal já mostrou a Sagrada Família reunida na gruta de Belém.
Hoje, entretanto, somos convidados a contemplá-la na casinha de Nazaré. Ali, Maria e José empenham-se diariamente em fazer crescer o Menino Jesus.
Artistas frequentemente representaram Maria ao lado do Menino em primeiro plano.
Outros mostraram José na carpintaria, onde a criança aprendia o trabalho humano brincando. Assim, famílias são chamadas a realizar o mesmo diante de Deus e dos filhos.
Amor e culto a Deus
Podemos intuir o imenso acontecimento realizado em Nazaré: amar a Deus e ao próximo com gesto indivisível.
Para Maria e José, o Menino era Deus e próximo querido. Portanto, em Nazaré, os atos mais sagrados coincidiam com expressões coloquiais dirigidas ao filho.
Reflexão sobre nossa família
Em Nazaré, atos de culto a Deus coincidiam com cuidados cotidianos de Maria.
Ela vestia, lavava, alimentava e entregava-se aos jogos do Menino Jesus. Então, começou a história de todas as famílias cristãs.
Nelas, afetos, acontecimentos e matéria da vida podem ser vividos como sacramento.
Esse sacramento torna-se sinal e antecipação de amor infinito.
Exemplos para famílias atuais
Certamente, a passagem da “sagrada família” à família humana revela-se delicada e complexa.
O primeiro exemplo inspira toda família que deseja seguir o desígnio autêntico de Deus.
Cristo representa autor da Vida e do Amor. Maria mostra-se primeira discípula. José revela-se primeiro seguidor de Maria.
A família constitui núcleo vital da sociedade e da comunidade eclesial. Todavia, tudo depende da fé na sacramentalidade do matrimônio.
Esposos precisam reconhecer, aceitar, amar e permanecer fiéis a essa sacramentalidade.
É preciso escolher o amor
Hoje, parece que essa característica específica encontra-se em crise. Por isso, nova evangelização deve ajudar o povo de Deus a recuperar tal valor.
Seria desejável que esposos mantivessem claro na escolha do amor o pensamento do Concílio Vaticano II.
O Concílio afirmou: “A família é lugar onde gerações se encontram e se ajudam mutuamente”.
Assim, alcançam sabedoria humana mais completa e harmonizam direitos pessoais com necessidades sociais.
Consequentemente, o Concílio continua: essa é parte do mistério da Sagrada Família.
Minha oração
“Ó Sagrada Família de Nazaré, ali Deus recebeu amor e culto com louvores. Concedei-nos, por vossa intercessão, o mesmo amor e cuidado com Deus.
Simultaneamente, rogamos ao Pai celeste que derrame graças especiais em nossas famílias. Assim, viveremos para transformar a sociedade através do testemunho e exemplo. Amém.”
Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!